O Luar e a Imensidão da Alma (Canto 3)
Quando a noite estende o manto azul e frio,
E a lua prata ascende no infinito,
Cala-se a fúria de todo vazio,
E o mundo escuta o que não foi dito.
As estrelas brilham a distâncias mil,
Guias mansas de quem vaga só;
Cada clarão é um farol sutil
Lembrando ao peito que não somos pó.
Há uma centelha eterna em teu ser,
Que tempestade alguma apagará;
Aprende a quieto em teu centro crer,
E a paz sonhada te abraçará.
Descansa os olhos sob a vastidão,
Deixa a noite os fardos dissolver;
Deus tece a luz na escuridão
Para que amanhã possas erguer.
“Na vastidão da noite, lembre-se: a sua luz interior é feita da mesma matéria que acende as estrelas.”
Cristiano Ricardo — Escritor
Caderno de Poesia & Reflexões Humanas · Publicado em 16/10/2018 às 05:20.
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