Raízes Profundas (Canto 4)
A árvore que no alto toca o céu
Não começou erguendo sua copa;
Nasceu pequena sob a terra ao léu,
Buscando fontes que o olho não topa.
Afundou raízes na escuridão,
Laçou as pedras, agarrou o chão,
Para que quando viesse o furacão
Não tombasse ferida em solidão.
Não invejes a folhagem alheia,
Cuida do chão que não se vê de fora;
É no recôndito da tua veia
Que a tua força verdadeira mora.
Firme em teus passos, calmo na tormenta,
Nada derruba quem tem base em bem;
A alma nobre a chuva aguenta
E sempre aos céus seus galhos estende além.
“Construa raízes tão profundas na verdade e no amor que tempestade alguma consiga abalar a sua paz.”
Cristiano Ricardo — Escritor
Caderno de Poesia & Reflexões Humanas · Publicado em 08/03/2019 às 02:25.
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